Entrevista: ‘É perigoso confiar nos EUA’, diz um dos Cinco Cubanos

Gerardo Hernández, um dos cinco agentes da inteligência cubana presos nos Estados Unidos no final da década de 90 e liberados recentemente, vê reaproximação com “otimismo e cautela”
Gerardo Hernández, um dos cinco agentes da inteligência cubana presos nos Estados Unidos no final da década de 90 e liberados recentemente, vê reaproximação com “otimismo e cautela”

O cubano Gerardo Hernández, 50 anos, mal chegou à Festa do Avante, no sul de Lisboa, e foi cercado por centenas de pessoas. O agente da inteligência cubana que ficou 16 anos preso nos Estados Unidos estava se sentindo em casa na feira promovida pelo Partido Comunista Português (PCP). Hernández veio a Lisboa para participar de um ato de solidariedade ao povo de Cuba dentro da programação do evento que acontece há 40 anos no sul da capital portuguesa. A região, considerada bastião do comunismo português, recebeu milhares de pessoas no primeiro final de semana de setembro em mais uma edição da festa.

Acompanhado pela mulher, Adriana Pérez, e pela embaixadora cubana em Portugal, Johana Tablada, Hernández visitou os espaços do Partido Comunista de Cuba e do movimento pela independência da Catalunha. Não conseguia dar um passo sem que alguém o parasse com um pedido de fotografia ou um abraço emocionado. Deu autógrafos e ouviu frases de apoio. “Valeu a pena, Gerardo”, foi a mais repetida por militantes comunistas de vários países, confirmando a alcunha de “herói” dada aos cinco agentes de Cuba considerados presos políticos dos Estados Unidos.

Foi nesse ambiente tumultuado que o agente conversou com a reportagem do Opera Mundi. Na apertada cozinha do stand do Partido Comunista de Cuba, Gerardo Hernández mostrou desconfiança no diálogo com os norte-americanos, ressaltou o orgulho de não ter traído sua causa e criticou a imprensa por “esconder” o caso dos Cinco.

Leia a entrevista completa no Opera Mundi clicando aqui.

 

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